segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

"Mas tem de haver mais."

Agora o verão veio
E poderia não ter vindo
No sol está quente
Mas deve haver mais

Tudo aconteceu
Tudo caiu em minhas mãos
Como uma folha de cinco pontas
Mas tem de haver mais 
Nada de mau se perdeu
Nada de bom foi em vão
Uma luz clara ilumina tudo
Mas tem de haver mais
A vida me recolheu
À segurança de suas asas
Minha sorte nunca falhou
Mas tem de haver mais 
Nem uma folha queimada
Nem um graveto partido
Claro como um vidro é o dia
Mas tem de haver mais

Impossível de se encerrar em palavras parece o filme em questão. Não que eu tenha tentado. A impossibilidade de formular uma opinião, no entanto, causa tamanha angústia que buscar palavras alheias foi irresistível. Ao fazê-lo, encontrei construções nos moldes de: "Eu acredito que X."

X é descartável. Eu descobri: o filme se encerra nisso. "Eu acredito".

P. S.: É irônico encontrar na Zona a minha inspiração perdida.

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